As Primeiras Médicas Brasileiras


 Elizabeth Blackwell foi a primeira médica dos Estados Unidos e serviu de inspiração para várias outras mulheres no século XIX a seguirem essa mesma profissão. O ensino das meninas e mulheres dessa época era resumido em internatos ou conhecimento sobre etiqueta e comportamento social. Assim, a perspectiva dessas meninas e mulheres de conseguirem alguma profissão eram baixas. 
 No Brasil, a medicina para mulheres era tão complicado quanto em outros países. Mas custou um acidente para que a primeira mulher médica do Brasil abrisse caminho para as outras que viriam. 

Dra. Maria Augusta Generoso Estrella

Maria Augusta nasceu em 1860 e sempre teve curiosidade pelas artes da medicina. Durante uma viagem de volta para sua cidade natal, Rio de Janeiro, um acidente entre embarcações causou muitos feridos e problemas. Maria tinha 13 anos e ajudou as vítimas com seus conhecimentos medicinais, sem hesitar em nenhum momento. Um ano depois, ela decidiu se ingressar na 
New York Medical College and Hospital for Women, a faculdade de medicina nos Estados Unidos, pois no Brasil não era permitido a entrada de mulheres nas faculdades. Por ser menor de 18 anos, ela teve que fazer um texto explicando os motivos para fazer Medicina, sendo aprovada. Quando seu pai morreu, foi impossível continuar o curso sem o pagamento mensal. Sabendo do grande talento da jovem, Dom Pedro II custeou os estudo. Maria se formou em 1879 e ajudou a abrir a primeira instituição de graduação para mulheres no mesmo ano. Seguiu exercendo sua profissão até a morte, atendendo em especial crianças e mulheres. 

Dra. Rita Lobato

Rita Lobato foi a primeira mulher a receber o diploma de medicina no Brasil, através Universidade e Medicina do Rio de Janeiro, em 1887. Sua principal área de objetivo na Medicina era a Obstetrícia, principalmente depois de ter feito o parto do irmão mais novo, ocasionando a morte de sua mãe. Durante sua graduação, sofreu preconceitos da sociedade, como todas as mulheres que se ingressavam no curso. No entanto, recebeu muito apoio de professores, colegas e familiares a continuar seus estudos e seguir com seus talentos. Ao longo de toda sua vida, participou ativamente da quebra de preconceitos acerca a ginecologia e prevenção feminina, examinando as mulheres que se recusavam a ser examinadas por homens. Lutou pela causa feminista e pelo voto das mulheres e, principalmente, pela adesão de mais mulheres em mais cursos da área da saúde. 

Dra. Maria Odília Teixeira

Maria Odília foi a primeira mulher negra a se tornar médica no Brasil. Veio de uma família com formação médica e teve apoio dela para ingressar os estudos na Bahia. Começou a Medicina em uma instituição que só formava homens brancos de famílias ricas, mas Maria não se intimidou e se tornou médica em uma turma de 48 homens, em 1909. Seus conhecimentos medicinais iniciou os estudos acerca da cirrose, uma doença que, na época, era atrelada a pessoas negras. Além de ter formação médica, Maria se formou em letras, ciências e sabia falar grego, francês e latim. Durante sua carreira, atendeu várias mulheres e se tornou professora na Faculdade de Medicina da Bahia, a primeira negra lecionando na faculdade. Foi um símbolo contra o racismo e entrou para a política anos depois, sendo uma ativista contra a ditadura militar. Maria Odília seguiu sua carreira combatendo os preconceitos em todos os sentidos. 










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